{"id":1921,"date":"2017-03-03T16:16:04","date_gmt":"2017-03-03T16:16:04","guid":{"rendered":"http:\/\/abs-rio.com.br\/?p=1921"},"modified":"2017-03-03T16:31:53","modified_gmt":"2017-03-03T16:31:53","slug":"vertical-almaviva-a-vida-de-um-vinho-em-15-safras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www-hom.abs.living-consultoria.com.br\/artigos\/vertical-almaviva-a-vida-de-um-vinho-em-15-safras\/","title":{"rendered":"Vertical Almaviva &#8211; a vida de um vinho em 15 safras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/abs-rio.com.br\/src\/uploads\/2017\/03\/boletim-306_artigo_vinhos.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1923\" src=\"http:\/\/abs-rio.com.br\/src\/uploads\/2017\/03\/boletim-306_artigo_vinhos-700x525.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/www-hom.abs.living-consultoria.com.br\/src\/uploads\/2017\/03\/boletim-306_artigo_vinhos-700x525.jpg 700w, https:\/\/www-hom.abs.living-consultoria.com.br\/src\/uploads\/2017\/03\/boletim-306_artigo_vinhos-300x225.jpg 300w, https:\/\/www-hom.abs.living-consultoria.com.br\/src\/uploads\/2017\/03\/boletim-306_artigo_vinhos.jpg 911w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma vertical \u00e9 uma oportunidade de avaliar a evolu\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios fatores que se envolvem na produ\u00e7\u00e3o de um vinho. Do aprendizado sobre o solo, da incorpora\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos, e da adapta\u00e7\u00e3o aos humores da m\u00e3e natureza.<\/p>\n<p>Um vinho como o Almaviva, j\u00e1 nascido de pai e m\u00e3e privilegiados com fortuna e beleza, n\u00e3o precisou se submeter de forma absoluta \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es de mercado, \u00e0s modas e falsos conflitos como maior acidez x frutas maduras, taninos, \u00e1lcool. Antes mesmo de ser concebido, o vinho j\u00e1 veio com seu bras\u00e3o de \u00edcone definido. Nasceu para reinar. Da\u00ed em diante, homens se encarregaram de alcan\u00e7ar o objetivo.<\/p>\n<p>Mapeado o solo, os en\u00f3logos correm a usar as ferramentas dispon\u00edveis e olhar para o c\u00e9u em busca dos sinais. E as safras ser\u00e3o filhas das decis\u00f5es, irrigar ou n\u00e3o, quando fazer, quando colher, que propor\u00e7\u00f5es usar.<\/p>\n<p>\u00c9 o que queremos degustar nessa vertical, descobrir o quanto o tempo, f\u00edsico e meteorol\u00f3gico, deixou suas marcas no Almaviva.<\/p>\n<p>Sentir, refletir, avaliar, anotar. \u00c9 o papel dos privilegiados degustadores. Posso dizer que cumprimos galhardamente a \u201cmiss\u00e3o\u201d..<\/p>\n<p>E passo a relatar a experi\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A motiva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Depois da experi\u00eancia da vertical 10 anos de D. Melchor (http:\/\/absnoticias.sistema-abs.com.br\/noticia\/dez-anos-numa-noite-ou-como-avaliar-10-safras-de-um-vinho\/), nosso Grupo 15 da ABS \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Someliers-Rio, organizou uma vertical provavelmente in\u00e9dita no Brasil: conseguimos reunir 15 das 18 safras de ALMAVIVA (1999 a 2013) para uma prova nos dias 14 e 15 de fevereiro no Clube dos Cai\u00e7aras. E acrescentamos tamb\u00e9m a safra 2001 do EPU, segundo vinho da vin\u00edcola.<\/p>\n<p>Para o sucesso de uma vertical dessa envergadura, fizemos um trabalho pr\u00e9vio de pesquisa dos dados de cada safra, tendo sido fundamental as informa\u00e7\u00f5es do site da Almaviva, riqu\u00edssimo em detalhes, e de publica\u00e7\u00f5es especializadas, como a revista Adega e a coluna de Jorge Lucki no jornal Valor Econ\u00f4mico. Al\u00e9m, \u00e9 claro, da log\u00edstica do servi\u00e7o dos vinhos, que foi assumida pelo pr\u00f3prio grupo. Um caderno foi distribu\u00eddo previamente a todos com a descri\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de cada safra, al\u00e9m de um texto com o hist\u00f3rico da vin\u00edcola, uma parceria de sucesso entre a Concha y Toro e Rothschild lan\u00e7ada em 1996.<\/p>\n<p>Com ta\u00e7as e decanters identificados, os vinhos foram servidos de tr\u00eas em tr\u00eas safras, para as avalia\u00e7\u00f5es: na primeira noite safras \u00edmpares de 1999 a 2011 e o EPU 2001; na noite seguinte, as safras pares de 2000 a 2012, e a safra 2013. Como manda a experi\u00eancia, as garrafas estavam de p\u00e9 algumas horas antes do servi\u00e7o, foram abertas cuidadosamente e colocadas nos decanters cerca de uma hora antes. Todas as rolhas sa\u00edram inteiras, e n\u00e3o se constatou defeito em nenhum dos vinhos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/abs-rio.com.br\/src\/uploads\/2017\/03\/boletim-306_artigo_tacas.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1922\" src=\"http:\/\/abs-rio.com.br\/src\/uploads\/2017\/03\/boletim-306_artigo_tacas-700x525.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"525\" srcset=\"https:\/\/www-hom.abs.living-consultoria.com.br\/src\/uploads\/2017\/03\/boletim-306_artigo_tacas-700x525.jpg 700w, https:\/\/www-hom.abs.living-consultoria.com.br\/src\/uploads\/2017\/03\/boletim-306_artigo_tacas-300x225.jpg 300w, https:\/\/www-hom.abs.living-consultoria.com.br\/src\/uploads\/2017\/03\/boletim-306_artigo_tacas.jpg 893w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por que dizer que o Almaviva nasceu em ber\u00e7o de ouro?<\/strong><\/p>\n<p>O vinhedo est\u00e1 localizado em Puente Alto, zona privilegiada da regi\u00e3o de Maipo, cuja excel\u00eancia de seu terroir se deve \u00e0 influ\u00eancia da Cordilheira dos Andes, convenientemente pr\u00f3xima, e da bem posicionada dist\u00e2ncia de quatro quil\u00f4metros do rio Maipo, fatores respons\u00e1veis pelo clima seco \u2013 m\u00e9dia hist\u00f3rica de 350 mm de chuva por ano, concentradas no inverno &#8211; com calor moderado e noites frescas no ver\u00e3o, al\u00e9m de um solo pobre e pedregoso que proporciona boa drenagem. Essas condi\u00e7\u00f5es permitem um lento e prop\u00edcio processo de matura\u00e7\u00e3o, em especial \u00e0 cabernet sauvignon, ensejando vinhos naturalmente equilibrados, com n\u00edveis desej\u00e1veis de acidez, bons taninos e estrutura.<\/p>\n<p>O primeiro vinho, da safra 1996, n\u00e3o nasceu do zero. No acordo que selou a cria\u00e7\u00e3o da Almaviva, coube \u00e0 Concha y Toro entrar com as vinhas &#8211; uma bela parcela de 40 hectares do que tinha de melhor na \u00e1rea (fazia parte do vinhedo do Don Melchor) &#8211; e aos Rothschild entrar com a constru\u00e7\u00e3o da adega. Na ocasi\u00e3o, tamb\u00e9m ficou acertado que a dire\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica seria compartilhada, com um en\u00f3logo-chefe, em geral designado pelos franceses, e um conselho composto por representantes t\u00e9cnicos de cada parte.<\/p>\n<p>A identidade do projeto tamb\u00e9m tem a ver com ambos os lados, ou, melhor dizendo, com as duas culturas: o nome, embora soe latino, pertence a um cl\u00e1ssico da literatura francesa, o Conde Almaviva, her\u00f3i da obra &#8220;Le Marriage de F\u00edgaro&#8221;, de Beaumarchais, e transformada por Mozart em \u00f3pera famosa. O logotipo no r\u00f3tulo est\u00e1 associado ao &#8220;kultrun&#8221;, tradicional tambor Mapuche, civiliza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena que habitava o Chile, e os tra\u00e7os estilizados s\u00e3o uma interpreta\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o que eles tinham da terra e do cosmos.<\/p>\n<p>A Vi\u00f1a Almaviva tem hoje 60 hectares plantados, 75% com cabernet sauvignon, ficando o restante dividido entre carmen\u00e8re e cabernet franc e ainda merlot e petit verdot, com menos de um hectare cada. Do total, 30 hectares correspondem a parreiras velhas n\u00e3o enxertadas, plantadas em 1978 &#8211; eram40 hectares dos quais dez hectares (em decad\u00eancia) foram replantados com ado\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas vit\u00edcolas mais adequadas e dentro de um crit\u00e9rio de substitui\u00e7\u00e3o visando melhorar o padr\u00e3o gen\u00e9tico. As parcelas mais novas datam de 2001 e 2003 (mais quatro hectares em 2008), todas com uma densidade maior de planta\u00e7\u00e3o, oito mil p\u00e9s por hectare, mais pr\u00f3xima, portanto, do padr\u00e3o bordal\u00eas, e equipadas com sistema de irriga\u00e7\u00e3o enterrado, que permite um controle mais preciso da quantidade de \u00e1gua que cada videira necessita. A rega \u00e9, ali\u00e1s, um ponto que est\u00e1 merecendo aten\u00e7\u00e3o especial por parte de Michel Friou, que, apesar dos resultados positivos alcan\u00e7ados a partir de diversos experimentos e aferi\u00e7\u00f5es, acredita que h\u00e1 um campo enorme a explorar. \u00c9, no fundo, um conjunto de detalhes em busca de patamares ainda superiores de qualidade.<\/p>\n<p>Desde 2005, v\u00eam sendo empreendidos estudos profundos no vinhedo inteiro, tendo sido identificadas microzonas que s\u00e3o colhidas e vinificadas separadamente, o que permite separar lotes mais homog\u00eaneos para, depois de um rigoroso processo de sele\u00e7\u00e3o, compor o &#8220;blend&#8221; final. Um manejo mais apurado das vinhas, tamb\u00e9m tem possibilitado extrair uvas melhores, inclusive de castas que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o contribu\u00edam positivamente, caso da Petit Verdot. Sua utiliza\u00e7\u00e3o, mesmo com 1% ou 2%, permitiu, segundo Friou, mesclas mais precisas e balanceadas.<\/p>\n<p>O processo de decis\u00e3o do lote definitivo se d\u00e1 sempre no m\u00eas de agosto, chegando a durar quatro dias. Dele participam Friou, Philippe Dhalluin, diretor t\u00e9cnico do Ch\u00e2teau Mouton Rothschild, e Enrique Tirado, respons\u00e1vel por tr\u00eas dos cinco r\u00f3tulos mais nobres da Concha y Toro, caso do Don Melchor, do Gravas del Maipo (um Syrah), e do Eolo (majoritariamente Malbec de vinhas velhas da Trivento, na Argentina).<\/p>\n<p>Tendo partido de um vinhedo definido e contando com a experi\u00eancia de Enrique Tirado no que se refere ao terroir, o projeto Almaviva, j\u00e1 come\u00e7ou em 1996 com uma linha definida, ainda que, evidentemente, tenha evolu\u00eddo com o tempo. Perguntado a respeito, Friou foi bem claro:<\/p>\n<p><em>&#8220;Encontramos diferen\u00e7as que s\u00e3o devidas aos anos, ao clima, e faz parte do nosso conceito de n\u00e3o esconder essas varia\u00e7\u00f5es. Buscamos sempre o melhor vinho poss\u00edvel, mas que seja fiel \u00e0s suas origens. Mas nos damos conta que h\u00e1 varia\u00e7\u00f5es que se devem ao conhecimento do terroir, algo que hoje em dia est\u00e1 mais avan\u00e7ado.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o das safras<\/strong><\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es coletadas, vinhos nas ta\u00e7as, e fichas de avalia\u00e7\u00e3o prontas para serem preenchidas. De tr\u00eas em tr\u00eas vinhos, fomos coletando notas e opini\u00f5es e apreciando cada um. E compreendendo o que dizia o en\u00f3logo a respeito das condi\u00e7\u00f5es de cada safra, da escolha do blend, tempo de barrica. Notas variadas por\u00e9m convergindo, todas acima de 93.<\/p>\n<p>Entendo que acima de todas as considera\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas est\u00e1 o dedo dos deuses do vinho. O que acontece depois do engarrafamento pertence aos poderes de Baco. E este fez com que as safras mais antigas chegassem a n\u00f3s maduras e perfeitas, com aromas de evolu\u00e7\u00e3o como uma moldura para tanta complexidade.<\/p>\n<p>Os vinhos mais pontuados foram 2003, 2004, 2009 e 2010 (o ano do terremoto no Chile!), sendo este \u00faltimo declarado o melhor na vertical, com m\u00e9dia 97. Perfeito.<\/p>\n<p>Para encerrar, transcrevo as condi\u00e7\u00f5es destas safras e sua composi\u00e7\u00e3o, para registro hist\u00f3rico e compreens\u00e3o do papel da m\u00e3e natureza.<\/p>\n<p><strong>Safra 2003: 73% CS, 24% Carmenere, 3% CF. 18 meses em barricas.\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>\u201cAs chuvas foram fortes durante a temporada de inverno, particularmente entre os meses de Junho e Setembro. Temperaturas mais altas ao longo de uma primavera temperada permitiram um bom desenvolvimento do vinhedo.<br \/>\nO ver\u00e3o foi muito quente e quase sem chuvas, o que favoreceu o amadurecimento das uvas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Safra 2004:<\/strong><strong> 72% CS, 28% Carmenere. 17 meses em barricas novas francesas.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAs condi\u00e7\u00f5es secas e de calor desde novembro a abril, resultaram em uvas pequenas e concentradas. Duas pequenas chuvas no final de mar\u00e7o e in\u00edcio de abril aceleraram o amadurecimento e limparam as folhas com as quais se reativou o processo de fotoss\u00edntese na videira. Isso permitiu um amadurecimento \u00f3ptimo.<br \/>\nAs uvas foram recolhidas em 15 dias, dentro de um per\u00edodo total de 25 dias, desde 20 de abril at\u00e9 14 de maio.<br \/>\nO rendimento foi muito baixo, e deram taninos redondos e precisos sabores de fruta.\u201d<\/p>\n<p><strong>Safra 2009: 73% CS, 22% Carmenere, 4% CF, 1% Merlot. <\/strong><strong>18 meses em barricas.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA colheita de 2009 corresponde a um ano particularmente generoso, marcado por um n\u00edvel normal de chuvas invernais, uma primavera favor\u00e1vel, um n\u00famero de cachos maior do que o normal, um florescimento e um coalho perfeitos, um ver\u00e3o quente e seco, e finalmente uma grande qualidade de fruta madura, saud\u00e1vel e suculenta, de taninos notavelmente suaves.<br \/>\nUm trabalho importante de poda de uvas foi realizado nas plantas para reduzir o rendimento das videiras mais novas, enquanto as videiras antigas com mais de 30 anos produziram naturalmente muito poucas frutas (21 hl\/ha).<br \/>\n2009 corresponde tamb\u00e9m a um ano precoce, de brota\u00e7\u00e3o \u00e0 colheita, com um processo de amadurecimento mais r\u00e1pido e antes do normal. A colheita come\u00e7ou com o Merlot no dia 26 de mar\u00e7o e terminou com o Carm\u00e9n\u00e8re no dia 20 de maio. O Cabernet Sauvignon de Puente Alto foi colhido entre os dias 15 de abril e 15 de maio, e o Carm\u00e9n\u00e8re de Peumo, entre 11 e 16 de maio.\u201d<\/p>\n<p><strong>Safra 2010: 61% CS, 29% Carmenere, 9% CF, 1% Petit Verdot. <\/strong><strong>17 meses em barricas.<\/strong><\/p>\n<p>O ano foi marcado por uma primavera fria, que originou caracter\u00edsticas importantes no Cabernet Sauvignon, resultando finalmente numa colheita de baixos rendimentos, com cachos pequenos e poucas frutas por cacho.<\/p>\n<p>A colheita se caracterizou tamb\u00e9m por um lento desenvolvimento vegetal, 10 a 15 dias depois do normal, e terminou com um processo de amadurecimento extraordinariamente tardio. At\u00e9 o fim de abril, somente 9% das uvas estavam colhidas, comparados com um 40% do mesmo per\u00edodo no ano de 2009. A colheita se iniciou dez dias depois do habitual, em 5 de abril, com o Merlot, e finalizou dia 25 de maio com o \u00faltimo Carm\u00e9n\u00e8re. As uvas de Cabernet Sauvignon foram colhidas entre os dias 26 de abril e 20 de maio.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, 2010 foi marcado pelo grande terremoto que afetou toda a regi\u00e3o Centro-Sul do Chile no dia 27 de fevereiro. A adega e os vinhedos n\u00e3o sofreram danos. No entanto, as vin\u00edcolas tiveram menos irriga\u00e7\u00e3o durante as duas primeiras semanas de mar\u00e7o e o clima ficou mais fresco depois do terremoto.<\/p>\n<p>Todas estas peculiares condi\u00e7\u00f5es favoreceram uma extraordin\u00e1ria qualidade de uvas, uma fruta madura e doce, e por sua vez, com um grande n\u00edvel de acidez, eleg\u00e2ncia e pureza.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Uma vertical \u00e9 uma oportunidade de avaliar a evolu\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios fatores que se envolvem na produ\u00e7\u00e3o de um vinho. 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